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O profeta no corredor da morte

Tipo: A Rota do Sucesso / Autor: Pr. David França

O Profeta no corredor da morte

Referência: Mateus 11: 2-6
2. João, ao ouvir na prisão o que Cristo estava fazendo, enviou seus discípulos para lhe perguntarem:
3. “És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?”
4 Jesus respondeu: “Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo:
5. os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres;
6. e feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa”.

A Bíblia nos relata diversos casos em que profetas foram levados ao cárcere e condenados à morte. Os motivos para a prisão foram os mais diversos, a diferença entre muitos deles, no entanto, foi a capacidade de reação e a atitude de cada um, diante de tal situação.
Em primeiro lugar, vamos abordar alguns motivos que levaram alguns desses profetas a tal condição. O que pode provocar a prisão de um profeta e sua condenação à morte? Na maioria dos casos, eles foram presos para que morressem na prisão; em outros a prisão seria um tempo de espera até que chegasse o dia e a hora da execução.
O caso de Daniel, por exemplo, foi de alguém preso numa espécie de câmara da morte, de onde ninguém jamais havia escapado com vida. Depois de preso em uma gruta com leões famintos, permanecer vivo seria uma questão de segundos ou poucos minutos. Qual foi a sua postura, então, para que pudesse prevalecer naquele momento tão difícil? “Quando o tiraram da cova, viram que não havia nele nenhum ferimento, pois ele tinha confiado no seu Deus” (Dn 6:23b). Daniel sabia que fora preso por ter decidido viver totalmente envolvido no propósito de Deus para sua vida e, em momento algum, arredar sua vida desse propósito, acontecesse o que acontecesse. Ele sabia que tudo que lhe sucedesse seria para a glória de Deus, porque tudo que procurava fazer era com esse propósito.
Jeremias é o típico modelo dentre os profetas que mais sofreram prisões, perseguições e ameaças de morte. Para tentarem dissuadi-lo do seu propósito, reis como Jeoaquim e Zedequias, e seus principais líderes e sacerdotes o ameaçaram e morte e lançaram-no em prisões: “Então falaram os sacerdotes e os profetas aos príncipes e a todo o povo, dizendo: Este homem é réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com os vossos ouvidos” (Jeremias 26:11). Em contrapartida, o profeta não dava um só espaço em relação a alterações no curso do seu ministério, em razão desse tipo de pressão e, pelo contrário, apresentava todos os argumentos que da parte do Senhor recebera para prosseguir em frente: “Sabei, porém, com certeza, que, se me matardes a mim, trareis sangue inocente sobre vós, e sobre esta cidade, e sobre os seus habitantes: porque, na verdade, o Senhor me enviou a vós, para dizer aos vossos ouvidos todas estas palavras” (Jeremias 26:15).
Pudemos ver nos dois exemplares anteriores que essa tarefa, por ser delegada a pessoas que não podem ter amor pela própria vida maior que o amor pela obra de Deus, leva também os profetas a terem experiências sobrenaturais do livramento de Deus, quando se mantêm no centro do propósito a qualquer preço. Não foi o que aconteceu exatamente com o profeta Urias, contemporâneo de Jeremias, que tinha tudo para ocupar uma quantidade de páginas maior no livro do seu parceiro de ministério ou, quem sabe, ter um livro na Bíblia narrando seus feitos. Infelizmente, não resistiu às pressões e fugiu para o Egito. O Egito nunca é um lugar seguro para quem vai para lá na tentativa de fugir dos propósitos de Deus, diferentemente quando Deus envia alguém para lhe servir de local de refúgio. E aconteceu que os perseguidores de Urias o alcançaram e o mataram (Jeremias 26:20-23).
Solidão, viuvez, casamento forçado, fome, naufrágio, vergonha e tantas outras situações que, como homens comuns, jamais desejaríamos passar, não se comparam à gloria que o Senhor tem reservada àqueles que não retrocedem, mas que avançam. Esses personagens bíblicos que protagonizaram tais situações, degradantes para qualquer ser humano, devem servir não apenas de referência para estudos e pregações nos púlpitos de nossas igrejas, mas sim em uma espécie de antídoto para os males que atingiram João Batista e têm assolado muitos homens e mulheres do nosso tempo. O que levou João Batista à prisão? A sua pregação no deserto? O propósito para o qual foi chamado desde o ventre de sua mãe? “Fará retornar muitos dentre o povo de Israel ao Senhor, o seu Deus” (Lucas 1:16). Podemos observar que a pregação do profeta deveria enfocar o povo de Israel. Infelizmente, João Batista foi levado ao cárcere por ter se desviado momentaneamente do foco de Deus para a sua vida, tendo se envolvido em uma situação para a qual não havia sido preparado pelo Espírito de Deus: “Pois Herodes havia prendido e amarrado João, colocando-o na prisão por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto João lhe dizia: Não te é permitido viver com ela” (Mateus 14:3 e 4). Para muitas pessoas, este tipo de erro poderá ser fatal, sem direito a uma reparação ou segunda chance. “Mas aquele que não a conhece e pratica coisas merecedoras de castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lucas 2:48). O valor das coisas confiadas a João eram tão importantes que Jesus disse que nenhum homem nascido de mulher até aquele momento era maior que ele.
Nenhum homem de Deus, fiel ao Seu propósito, está livre de passas por momentos de cárcere. Porém, a sua prisão somente deverá estar restrita ao nível do corpo físico, nunca podendo atingir sua alma ou seu espírito. Esta foi uma das conseqüências da atitude de João Batista em relação a Herodes: a prisão do corpo e da sua alma, por ter agido por meio de sua alma e sem a direção do Espírito de Deus. Ora, um dos sintomas de que esse profeta havia perdido totalmente a referência de quem era naquele momento, foi exatamente o envio de seus discípulos para perguntar a Jesus tais coisas. Como pode alguém esquecer que havia manifestado ao mundo o filho de Deus, o redentor de Israel, quando disse: “Eis o Cordeiro de Deus...”? A essa altura já não se lembrava da voz que lhe disse: “Este é o meu Filho amado em quem tenho prazer”. João fora chamado para exercer seu ministério debaixo da unção do espírito e não da alma de Elias: “Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo e entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um zimbro, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte: ‘Já tive o bastante, SENHOR. Tira a minha vida (alma); não sou melhor do que os meus antepassados’”(1 Reis 19:3 e 4).
O erro mais fatal de João Batista foi ter dado prosseguimento sozinho ao seu ministério, sem uma cobertura adequada, sem alguém para orientá-lo corretamente a fazer uso do potencial de Deus investido nele. O chamado de João, até então, era para pregar no deserto, alimentando-se de gafanhoto e mel silvestre, e vestido com um manto remendado de pelo de cabras. A sua cobertura era dada pelo próprio Espírito Santo e, portanto, tudo que ele deveria fazer ou falar vinha do próprio Deus. Mas, João não percebeu que no momento em que o Espírito veio sobre Jesus, no batismo, seu ministério deveria tomar outro rumo. João deveria buscar a cobertura daquele que tinha sobre si toda plenitude do Espírito de Deus; daquele que tinha o manto sem remendos ou costuras; daquele que tinha sobre si a inteligência, a sabedoria, o conselho, a fortaleza, o conhecimento e o temor do Senhor (Isaías 11:2); daquele que se alimentava. de pão e peixe; daquele que passara no deserto o tempo necessário para ser provado pelo diabo e vencê-lo.
Muitas pessoas de Deus têm sido encarcerados na mesma ala em que João Batista foi colocado, aguardando o dia e ocasião da sua execução. Homens e mulheres que não tem conseguido perceber o tempo espiritual em que estão vivendo, porque não encontram alguém que lhes diga. Mesmo que tenham cometido erros ou enganos em sua caminhada, ainda podem ser levantados em uma unção ainda maior, quando se permitirem ser ajudados por alguém que saiba explorar, orientar, trabalhar e conduzir com aproveitamento positivo o potencial de cada pessoa, apenas seguindo a determinação do Senhor Jesus em relação ao discipulado (Mateus 28:19 e 20), sem, no entanto, tirar proveito para obter qualquer tipo de vantagem. A ordenança do Senhor Jesus para o discipulado não foi dada ao crente comum e sim aos apóstolos que havia formado, aos quais ensinou e capacitou a fundar e estabelecer Sua igreja por meio da formação de discípulos com esta capacidade. A clausura espiritual, emocional, física e ministerial em que muitas pessoas se meteram possui uma porta aberta, pois Deus tem levantado, nesta geração, homens e mulheres na unção do Espírito Santo e os capacitado a exercer o ministério apostólico com a finalidade de impedir que a cabeça de valorosos homens e mulheres venham a cair nas bandejas do inferno e servir de escárnio aos zombadores e dos frustrados espirituais do nosso século.


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Pr. David França
O pr. David França é pastor na Comunidade Apostólica Atos II na Taquara - RJ. É casado com a pastora Solange França. É o líder da Rede Homens "Homens de Verdade" e tem o ministério de mestre.

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Telefone: 21) 2446-2296
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