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Linguagem Televisiva: Linguagem emocional X racional

Tipo: Seitas e heresias / Autor: Diversos Autores

Linguagem Televisiva: Linguagem emocional X racional



Por: Mannoun Chimelli



A criança brasileira, entre os três e os doze anos de idade, passa em média quatro horas diante da televisão, o que equivale a um tempo de três meses ao ano. As suas horas de sono correspondem a quatro ou cinco meses somados no total de um ano, o que representa, ao final, uma sobra de quatro meses para todas as outras atividades da vida, do mundo, ou seja: brincar, estudar, aprender a conviver, e não somente dormir e ver televisão. Como resultado de tudo isto, fala pouco...”



“A linguagem da televisão é a da imagem, que contém forte carga emocional, entendida por Maury Green como resultado de três elementos característicos do processo de comunicação canalizado através da televisão: a importância do visual, o culto da personalidade e a espetacularidade da informação noticiosa”. Os três componentes, combinados, “dão como resultado que a noticia televisiva não esteja sujeita à lógica da linguagem racional – fundamentalmente a língua falada ou escrita -, mas antes à lógica de uma linguagem emocional”.





Na televisão, é a violência da imagem, e não a verdadeira importância do acontecimento, o que produz a força da impressão. Não vemos as coisas como são na realidade, mas apenas uma seleção eletrônica de imagens concretas, sob determinados ângulos que podem representar até certo ponto, mas também desfigurar a realidade autêntica...





É nisto que reside a força manipuladora da imagem, uma força que a linguagem verbal não tem. A imagem impacta diretamente o sentimento, modela a imaginação e, através dela, todo o modo de sentir e de reagir da pessoa; não passa por essa fase de elaboração crítica a que chamamos “pensar”, “refletir”, que acompanha a linguagem racional. Por isso todos nós, e sobretudo as crianças, estamos muito mais desprotegidos diante dela do que diante de uma argumentação lógica.





O Professor Haim Grünspun, psiquiatra infantil da USP, comenta que a televisão influencia cada vez mais e de modo mais marcante a imaginação, a fantasia e o comportamento da criança. As crianças retêm, por efeito de assimilação, muito daquilo que vêem no vídeo, sofrendo freqüentes mudanças de atitude em função desses estímulos. Quanto mais tempo diante da televisão, maior a influência.





Além disso, através da imaginação a TV estimula os nossos instintos, as nossas paixões – além da sexualidade, como acabamos de ver, o desejo de posse, a gula, a ira. Introduz assim um íntimo desacordo em nós, quer sejamos adultos, quer crianças; e dificulta muito a aquisição de um sereno domínio de si mesmo, que exige modelar essas faculdades de acordo com a verdade e o bem indicados pela inteligência, e não de acordo com uns estímulos externos caóticos.





Por fim, o mundo virtual das imagens é essencialmente impessoal. O relacionamento virtual não compartilha sentimentos, não troca idéias, apenas se comunica numa só direção: incute idéias e sentimentos. Desliga a pessoa do concreto e real, do relacionamento humano. Ora, as pessoas têm sede de compartilhar, de olhar nos olhos... porque “o relacionamento humano direto, pessoal, enriquece, forja a personalidade. o contato com os outros nos torna mais humanos e melhores. Não há ninguém de quem não possamos aprender alguma coisa”.





“Falta relação humana com a televisão. Ali não há troca, e sim o fortalecimento da sensação de que se é o dono do mundo. Crianças que não saem da frente da tela do vídeo tendem a ficar centradas em si. Hoje, identifica-se uma patologia de vídeo-dependência que caracteriza crianças com baixa resistência à frustração e a incapacidade de adequar-se a normas e responsabilidades. Podem ficar alienadas, agressivas ou medrosas – medo e agressividade andam juntos”.



Na televisão, é a violência da imagem, e não a verdadeira importância do acontecimento, o que produz a força da impressão.





Retirado do livro "Família & Televisão", de Mannoun Chimelli, Editora Quadrante, São Paulo, 2002





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Fonte: www.portaldafamilia.org


 

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